Francisca Jorge e Matilde Jorge conquistam o Eupago Porto Open e erguem terceiro título num WTA 125

Francisca Jorge e Matilde Jorge começaram a semana a salvar match points e terminaram a conquistar o terceiro título lado a lado num WTA 125 ao vencerem a 28.ª edição do Eupago Porto Open. O torneio feminino que a Associação de Ténis do Porto organiza com o apoio da Federação Portuguesa de Ténis termina este domingo com a final de singulares entre Maria Timofeeva e Reese Brantmeier no Complexo Desportivo do Monte Aventino, onde começa o ATP Challenger 125.

Na final deste sábado, as irmãs vimaranenses derrotaram as canadianas Ariana Arseneault e Raphaelle Lacasse pelos parciais de 6-3, 3-6 e 10-3.

Foi a terceira vez em quatro encontros que Francisca Jorge e Matilde Jorge precisaram de um match tie-break, sendo que na primeira ronda salvaram, inclusive, quatro match points.

“Acho que posso dizer pelas duas que estamos muito contentes. Era uma vitória que já andávamos a procurar há algum tempo, desde o início do ano. Ainda não tínhamos tido a oportunidade de jogar uma final [WTA 125] devido a desistências da nossa parte. Soubemos sofrer no primeiro encontro, que esteve muito perto de cair para o lado contrário, e depois fomos jogando melhor e estamos de parabéns”, disse Francisca Jorge.

“A primeira ronda ajudou-nos a abrir os olhos e a perceber que tínhamos de reagir rápido. Nessa primeira ronda deixámo-nos ir e tivemos alguma soerte, mas continuámos a lutar e nos últimos encontros já estivemos mais à altura”, acrescentou Matilde Jorge, igualmente feliz com o regresso aos títulos a este nível.

A vitória na final do Eupago Porto Open permitiu às tenistas portuguesas estenderem a invencibilidade em finais da categoria WTA 125: são agora três os títulos celebrados lado a lado, com o da cidade invicta, o primeiro em piso rápido, a juntar-se aos dois que venceram na terra batida do Jamor, em 2024 e 2025.

Além desses, Matilde Jorge conquistou também o do CETO, em abril, com a belga Sofia Costoulas, quando a irmã mais velha estava a recuperar de uma lesão sofrida na semana anterior ao serviço da seleção nacional.

Juntas, as duas melhores jogadoras lusas da atualidade já somam 27 troféus no circuito internacional, três na atual temporada.

Francisca Jorge, de 26 anos, tem 38 títulos da variante no currículo. Quatro anos mais nova, Matilde Jorge conta com 33.

A festa portuguesa nos pares inaugurou a galeria de campeões da 28.ª edição do Eupago Porto Open, segunda consecutiva como WTA 125 e ATP Challenger 125.

Este domingo, a partir das 11 horas, será discutira a final de singulares que dará a conhecer a sucessora de Tereza Valentova. De um lado estará a cabeça de cartaz Maria Timofeeva, do outro a surpreendente Reese Brantmeier.

Timofeeva é a número 85 do ranking WTA e chegou ao Monte Aventino como primeira cabeça de série. A russa naturalizada uzebeque não perdeu qualquer set nos primeiros três encontros da semana e pareceu encaminhada para o repetir na meia-final deste sábado, que liderou por 6-2 e 4-3 já com break frente a Mia Pohankova (212.ª).

Mas a eslovaca de 17 anos — jogou uma meia-final WTA 125 pela segunda semana consecutiva — não deitou a toalha ao chão e lutou durante 2h38 antes de ceder por 6-2, 6-7(3) e 6-3.

Esses parciais deram a Timofeeva a 16.ª vitória consecutiva em Portugal, país onde venceu os W100 da Figueira da Foz e W75 da Quinta do Lago em 2025.

“Portugal é, sem dúvida, o meu amuleto da sorte. Estou muito feliz por jogar mais uma final aqui”, começou por dizer numa conferência de imprensa em que fez eco à declaração de amor ao país que já tinha feito na entrevista em court.

“Ela é uma excelente competidora e eu sabia que ia ser duro até ao fim. Eu sei que o resultado pareceu favorável a uma dada altura, mas estava a precisar de batalhar muito por cada ponto e os jogos foram todos equilibrados. Não estava a ser fácil e ela conseguiu ganhar o momentum a meio do segundo set, porque nunca desiste. Fugiu-me e precisei de fazer um reset, mas estou muito feliz por ter conseguido voltar a insistir para alcançar mais uma final aqui”, acrescentou.

Já com dois WTA 125 ganhos esta temporada (o maior título do palmarés continua a ser o WTA 250 de Budapeste ganho como lucky loser em 2023), a favorita Timofeeva terá pela frente uma estreante.

Reese Brantmeier (385.ª) é nova nestas andanças por conta dos quatro anos passados no circuito universitário americano, mas aproveitou-os da melhor forma e foi campeã nacional por equipas (2023) e individual (2025) antes de abraçar o profissionalismo a tempo inteiro, já depois de ter sido uma júnior de topo.

Agora, joga pela primeira vez como profissional deste lado do Oceano Atlântico e o que começou como uma semana no qualifying transformou-se na final mais importante da carreira graças à melhor vitória: 6-3 e 6-0 contra uma exausta Sinja Kraus (95.ª), segunda favorita que na véspera precisou de mais de três horas para vencer e este sábado não teve estofo para resistir ao primeiro break.

“Estou mesmo muito feliz. É a minha maior final até agora e é para isto que trabalho todos os dias, por isso estou mesmo muito entusiasmada”, revelou a jovem natural do Wisconsin.

“Os primeiros jogos foram equilibrados, mas quando consegui ter a minha primeira oportunidade para fazer o break ela perdeu alguma confiança no serviço e isso deu-me mais e mais oportunidades. Mantive-me bem no serviço e essa acabou por ser a chave”, acrescentou.

Maria Timofeeva e Reese Brantmeier nunca mediram forças e seguirão caminhos diferentes após a final deste domingo: a uzbeque seguirá direta para o WTA 1000 de Pequim, abdicando por boas razões da defesa do título no W75 da Quinta do Lago onde estará a americana.