O número três nacional garantiu a presença entre os oito melhores do challengerportuense pelo segundo ano consecutivo.
Henrique Rocha, atual 127.º classificado no ranking mundial, garantiu esta quinta-feira um lugar nos quartos de final do Eupago Porto Open. A jogar em casa, no Complexo Desportivo do Monte Aventino, no Porto, cidade onde nasceu há 22 anos, o tenista luso carimbou a qualificação nesta prova da categoria ATP Challenger 125, ao derrotar o croata Mili Poljičak(293.º), de forma categórica, em 64 minutos: 6-2, 6-0.
“Estava bastante difícil no início, mas consegui fazer o break a 3-2, embora não me estivesse a sentir muito bem, e consegui manter-me na frente com o serviço, nos jogos de resposta também fui eficiente e obriguei-o a jogar todos os pontos. No final, ele saiu um pouco do jogo, porque eu estava a colocar-lhe muita pressão”, resumiu Henrique Rocha, que chega aos quartos de final no challenger portuense pelo segundo ano consecutivo.
Esta sexta-feira (não antes das 13 horas), Rocha vai medir forças com o dinamarquês August Holmgren (245.º), campeão aqui em 2024. “Gosto sempre de dizer que quero ganhar os torneios, mas acima de tudo quero melhorar o meu nível, jogo a jogo. Apesar do resultado de hoje ter sido tranquilo, há ainda muitas coisas a melhorar, portanto, é olhar para isso e focar-me nos quartos de final”, explicou o número três português.
Antes, Tiago Pereira (339.º) não conseguiu superar o experiente Hugo Grenier (ex-95º e atual 284.º). A maior experiência do semifinalista da edição 2025 e detentor de cinco títulos no ATP Challenger Tour fez-se sentir nos momentos finais de cada set e valeu-lhe a vitória, por 7-6 (10/8), 6-3.
“Foi à base de margens, um ou dois pontos no primeiro set, um ou dois pontos no segundo set, infelizmente foi o suficiente para perder o encontro, mas o ténis em piso rápido passa um bocadinho por isso. Não acho que tenha jogado mal, não acho que tenha jogado o meu melhor, no primeiro set tive um set-point, no segundo foi só um break, mas ele esteve melhor que eu”, admitiu o algarvio de 22 anos, antes de fazer um balanço positivo desta participação no Eupago Porto Open. “Fico bastante feliz com a semana, infelizmente não consegui ganhar hoje, mas sinto que estou bem, nunca é fácil mudar de piso, mas pelo menos ganhei a primeira ronda”, concluiu Pereira, que irá novamente sujeitar-se a nova mudança, para disputar os challengers de Braga, Maia e Lisboa, em terra batida.
No início da jornada, Gonçalo Marques (652.º) também sentiu a diferença de experiência em torneios deste nível e cedeu diante do espanhol David Jorda Sanchis (212.º), por 6-4, 7-5. “Senti que podia ter sido um bocadinho diferente, podia ter dado um pouco mais, mas faz parte. Obviamente que foi uma semana positiva, com um sabor amargo no final, depois deste jogo. Agora vou tentar disputar os próximos challengers”, adiantou Marques, que sai do Porto com três vitórias, duas das quais no qualifying.


